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Diário De De.Composição #4




Querido diário hoje eu fiquei sem rumo pois não li meu horoscopo, tudo tem ficado cada vez mais confuso, ando totalmente confrigado das ideia, sem rumo, aguentar até pode ver a serie do The Last Of Us, bora então na força do ódio, eita, esse é um projeto que visa ter uma ordem cronológica, então, se você perdeu as partes anteriores pare, volte e leia na sequência, te enganei né telespectador? Ah senhor juiz, só lembrando que essa é uma obra de ficção real.

Tenho andado com muito sono ultimamente, deve ser a distimia batendo forte, será que isso pode digievoluir para uma depressão? Espero que não, pois eu gosto de ser um sociopata altamente funcional e levemente deprimido e uma depressão agora só atrapalharia isso. Antes das 21 horas eu já estava dormindo, adormeci logo após postar o último diário no blog, um sono com muitos sonhos desconexos dos quais eu consegui lembrar um pouco logo após acordar com o toque do despertador, levanta, banho, vestes, sai, pega bonde, no caminho recebo uma mensagem de uma menina que tem me gerado interesse nos últimos dias, eu respondo prontamente como sempre faço com todo mundo, se você lê uma mensagem e não responde na hora você é um ser desprezível ou apenas muito atarefado mas mesmo assim deplorável, noto uma menina muito parecida com ela entrar no ônibus mas não presto muita atenção e continuo a trocar mensagens, chegando ao meu destino eu comento que tinha uma menina muito parecida com ela no ônibus que eu estava, ela pergunta qual era o ônibus, eu respondo e ela diz rindo: era eu mesma, eu pego esse ônibus todos os dias!

Ao sair do vestiário eu dou abraço bem apertado e uma beijoca na testa da tia da limpeza que fica assustada e um pouco sem graça, então eu conto pra ela que graças a dica do bonde que ela me deu eu encontrei meu crush mais recente, eu aposto que não tinham se ligado nessa ironia do destino, não é meus telespectadores? E digo que se der boa eu ficarei lhe devendo um doce, ela sorri e continua a fazer o café, o plantão segue tranquilo e logo vou embora, no caminho de volta eu decido ir a um barbeiro dar uma ajeitada no visual, preciso encontrar um barbeiro bom, já que o que eu frequento a uns 6 anos vai sair do país, eu não ligo muito para a minha aparência mas é bom disfarçar a cara de desgraça as vezes, entro no primeiro salão que encontro e pergunto se atendem sem hora marcada, em 20 minutos eu termino aqui e faço o seu, responde um camarada simpático, eu me sento e espero, no som toca um funk gospel ou algo do gênero, pode sentar aqui chefia, diz o rapaz ao terminar de limpar a poltrona, eu me sento e digo: o de sempre por favor, ele dá uma risada meio nervosa que eu imito em seguida e então explico como eu quero, trabalho muito bem feito, não é nessa vida que vou me achar bonito mas fico satisfeito com o serviço, enquanto pago eu pergunto seu nome então o comprimento e digo que ganhou um cliente.

No caminho de casa eu penso nas pessoas que te olham dos pés a cabeça dentro do ônibus e não se sentam ao seu lado, ok, eu entendo que sou estranho mas me sinto muito bem em não ser mais um marionete da moda que busca desesperadamente se encaixar nos padrões impostos por essa sociedade doente, as pessoas deixam de lado suas essências para se moldar nesse protótipo pré-fabricado que, hoje é lindo mas amanha já é ‘brega’ e talvez na próxima década volte a ser lindo, não faça isso, sua essência, quem você realmente é vale muito mais que isso tudo.



Este texto é de responsabilidade do autor/da autora.


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