Mais dica de filme do acervo do Cineclube Gengibirra!

Hoje vamos falar de No, um filme chileno de 2012 dirigido por Pablo Larraín. No aborda a ditadura chilena e é o último filme de Larraín de uma trilogia sobre o assunto. Diferente dos filmes que o antecedem nessa trilogia (Post Morten e Tony Manero), que focam no golpe e nos momentos de maior repressão, a narrativa de No gira em torno dos momentos finais desse período, ocasionado pelo plebiscito convocado pelo próprio Augusto Pinochet, devido a pressões de outros países. As pessoas deveriam votar pelo sim, que significaria a permanência de Pinochet, ou pelo não, que o tiraria do poder.

Gael García Bernal em No

O protagonista é o publicitário René Saavedra interpretado por Gael García Bernal, que mesmo com uma vida aparentemente confortável, aceita fazer a campanha do “não”. A trama se desenvolve a partir daí e descrevendo dessa maneira parece que o filme vai ser um tanto monótono, mas não. O roteiro nos prende e mesmo já sabendo, ou desconfiando do resultado final, a gente fica na expectativa de qual será a próxima jogada, tanto do lado do não, como do lado do sim. Embora o filme tenha uma pegada bem humorada em vários momentos, devido às sacadas do publicitário, não podemos esquecer do contexto que ele aborda: uma ditadura. E como todo governo totalitário, a ditadura de Pinochet tem episódios revoltantes que são retratados no longa. Outro ponto muito interessante é a maneira como o longa foi filmado. Larraín utilizou uma câmera antiga, dessas que gravam em videocassete pra se aproximar da visualidade das imagens da época. Foi uma ótima solução, pois o diretor utiliza imagens documentais no filme e, como a estética do filme e das imagens da época ficaram muito semelhantes, não se tem uma ruptura. A gente só percebe mesmo que são imagens documentais porque os personagens ficam diferentes.

Cena de No

No é uma ótima pedida pra não só conhecer um pouco sobre um episódio tão importante da história chilena, mas também pra conhecer o cinema do país. No, inclusive, foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro. É ótimo também pra gente pensar qual o papel da publicidade em influenciar as pessoas, pro mal (vide a propaganda nazista), ou nesse caso, pro bem. Porque, convenhamos: auxiliar na derrubada de um governo totalitário é um grande feito ;) Então já sabem: No faz parte do acervo do Cineclube Gengibirra e assim que as coisas se normalizarem, é só ir até a Casa Eliseu Voronkoff, fazer seu cadastro e emprestá-lo! Por ora, você pode pesquisar pelo filme em alguma plataforma de streaming. Se cuidem e fiquem em casa!

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